terça-feira, 8 de outubro de 2013
'Banco da felicidade' permite que os clientes depositem e retirem boas ações
Quando uma mulher de Massachusetts precisava de ajuda para aperfeiçoar o seu Inglês, ela postou uma simples nota de seis palavras online. Três falantes fluentes ansiosos e dispostos a ensinar gratuitamente responderam rapidamente ao pedido.
"Oi Mary, estou totalmente disposto a ajudar por e-mail!" um homem chamado Chris escreveu de volta.
É assim tão fácil para se obter ajuda, de quase qualquer tipo, no Banco da Felicidade.
Formado há cinco anos por Airi Kivi, um psicólogo da Estônia, o banco serve como um portal onde as pessoas ao redor do mundo possam postar serviços que precisem e aqueles que estão dispostos a realizar - totalmente grátis. Isso reflete a plataforma Craigslist, mas apenas boas ações podem ser reivindicadas e nenhum dinheiro ou crédito nunca é trocado.
"Nós fomos inspirados pelo entendimento claro de que existe uma lacuna na sociedade humana entre o bem-estar econômico e solidariedade", Kivi escreveu no site do Banco da Felicidade. "Estávamos e ainda estamos convencidos de que a fórmula da felicidade reside em perceber os outros. Nós sentimos que as pessoas querem ajudar os outros, mas muitas vezes não sabem como."
Até o momento, o banco tem 2.000 usuários da Estônia e de outros países.
Mas o que está mais evidfente para Kivi é que as ofertas de ajuda, superam em muito o número de anúncios que buscam favores.
"Ao navegar através do site pode-se ter a impressão de que não deve haver uma única pessoa na Estônia que tenha problemas, mas ninguém para compartilhá-los" Kivi escreveu.
Alguns dos serviços mais populares que estes "banqueiros" estão dispostos a oferecer incluem, assistência de TI, ouvir os problemas de um estranho, consultoria financeira e passear com o cachorro.
Estes clientes doadores se inspiraram para se juntar a esse movimento de felicidade por uma série de razões.
Terge Reintem, uma massagista na Estónia, disse que ela começou a oferecer sua habilidade quando ficou desempregada porque era uma ótima maneira para que ela continuasse a praticar, até encontrar um emprego. Mas, mesmo depois que ela encontrou um emprego, ela ainda continuou a oferecer massagens gratuitas, porque ela gosta de voluntariado. Ela também disse que seus clientes não remunerados são muitas vezes muito melhores do que os que pagam.
"Não estamos rodeados por pessoas mais agradáveis?" Kivi escreveu no site.
